Resenha: O Duque e Eu


Livro: O Duque e Eu
Autora: Julia Quinn
         Li esse livro tem algumas semanas e preciso dizer que tive sentimentos conflitantes quanto a ele. A culpa não é, de forma alguma, da autora. Pelo contrário, a escrita do livro é ótima. O problema é: por ser um livro de época, alguns comportamentos e atitudes daquela sociedade são completamente idiotas. Mas vamos por partes – primeiro um breve resumo.
         O Duque e eu conta a história de Simon Basset, conde de Clyvedon e duque de Hastings, e Daphne Bridgerton, a quarta filha de uma família de oito irmãos (na ordem que nasceram, quatro rapazes: Anthony, Benedict, Colin e Gregory; quatro moças: Daphne, Eloise, Francesca e Hyacinth). A jovem é a mulher mais velha da família e está na época de casar-se. A mãe de Daphne, Violet Bridgerton, faz inúmeras tentativas para casar sua filha, mas todas parecem ser em vão, uma vez que apenas homens estranhos propõe casamento à jovem. Isso é, até Simon Basset aparecer. Ele foi rejeitado por seu pai, o nono duque de Hastings, que só queria um herdeiro para continuar com a linhagem. Sempre fez tudo contra a vontade do pai e jurou nunca casar-se.
Simon, após terminar os estudos, foi viajar pelo mundo e a história começa quando ele volta, após a morte de seu pai, para assumir o ducado. Ele estudou com Anthony Bridgerton, irmão de Daphne, e é através dele – tecnicamente – que eles se conhecem. No primeiro baile de Simon, ele percebe que está encrencado. Ele é um solteiro e todas as mães da alta sociedade pulam em cima dele para apresentar suas jovens filhas, em busca do melhor casamento. Descobre, nesse baile, que Daphne é uma das jovens disponíveis e que sua mãe a está empurrando para todos os homens do salão. Eles fazem um acordo em que Simon fingirá interesse em Daphne, o que atrairia mais pretendentes sérios para ela e afastaria algumas mães dele. Só que as coisas mudam, né? Afinal, livro é livro.
Agora é a hora do spoiler. Se você não leu e não curte spoilers, vá ler e depois volte aqui.
Tenho muita raiva da posição que a mulher tinha naquela época. Cara, como alguém conseguia viver naquela sociedade? Sei que a história não foi escrita na mesma época que se passava, mas é revoltante. Tudo é muito revoltante. E a Daphne ficar rastejando pelo Simon é uma droga. Tudo bem que ela estava apaixonada e ele era a única opção descente para ela, mas a garota sabia que não podia fazer o que estava fazendo, Simon sabia que não podia fazer aquilo com ela e ainda assim fizeram. Ou quase fizeram, whatever. Acho um saco esses livros que descrevem o desejo que os personagens tem um pelo outro como algo incontrolável. Vá ver se eu estou na esquina! As coisas até podem ser difíceis, mas, fala sério, se você não der o primeiro passo, não há como acontecer nada. E Anthony tinha que ter dado muitas surras nele (matado não) para ver se o infeliz se controlava mesmo. Isso, é claro, até eles se casarem. Porque o fato de todos os irmãos (e todas as pessoas do mundo, na verdade) intrometerem-se no casamento dos dois também me irritava. E o fato do Simon ser um cabeça dura me tirava do sério.
Agora, se eu gostei do livro? Sim. Mesmo com todos os problemas, isso de um casal ficar junto por conveniência e depois se apaixonar mexe comigo. Eu totalmente indico o livro para quem quiser ler. O Duque e Eu é o primeiro livro da série e eu indico para todo mundo ler, afinal, o que é uma série sem suas partes frustrantes?

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